ENTRAR
Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória

Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória

Publicado em 2 de fevereiro de 2021 às 04:03

Quem avisa, amigo é | Is 55.6

39 visualizações

0

#COMPARTILHE

Quem avisa, amigo é. "Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" (Is 55.6). É curioso como o ser humano se tornou completamente alheio à sua própria condição. Micróbio do universo, vive como se fosse senhor de sua vida e capaz de governar os acontecimentos. Não há nenhuma luz nele que o faça ver realmente a sua trágica situação. Na verdade, ele prefere não a ver, pois não há qualquer solução para o seu problema existencial. Tal como a sombra seus dias se passam. Sabe que logo desvanecerá. Não há qualquer segurança em si próprio, pois não pode, nem mesmo, garantir sua existência. Seu apego por sua própria pessoa é do tamanho de sua revolta contra Deus. Mesmo ouvindo constantemente a afirmação da existência de Deus opta sempre por tomar outro rumo, direção que o afaste de qualquer questionamento sobre sua vida, que evite a necessidade de submissão. Materializar suas vontades mais ocultas, ignorando todo preceito ou moral, sem que haja desdobramentos indesejáveis. A tragédia da autodivinização humana não reside apenas no fato de ter assumido o lugar de Deus em sua vida, mas também de ter se tornado um modelo de deus amorfo, sem padrão, completamente mutante. Ele não pode afirmar o que é certo e errado, pois tudo sempre dependerá da situação e do seu interesse. Por isso, o fruto da busca de seus prazeres e satisfações sempre conterá algum germe de remorso e de amargura. Há sempre insegurança e incerteza no caminho do ímpio. Embora o crente tenha o próprio Deus residindo em seu coração, por vezes prefere, a exemplo do ímpio, agir por si mesmo e para sua própria glória. Isso se chama “pecado”. Eis o motivo da exortação profética: “buscai o Senhor”. As palavras de Isaías podem ser reconhecidas como graça ou ameaça, dependendo do ângulo que se olha. Do ponto de vista do pecador contumaz, soa como ameaça, pois ele sabe que não abandonará o seu mau caminho e, que, portanto, algo de ruim acontecerá. Para o pecador penitente, as palavras soarão como um resgate, como oportunidade para redirecionar o caminho para Deus, abandonando as práticas escusas e pecaminosas. É importante lembrarmos que, desde o início, é o homem que abandona Deus. Isso fica claro e patente na queda. Claramente notamos que Adão e Eva preferiram um caminho para longe de Deus e tornaram-se deuses para si mesmos. Essa é a liberdade que o ímpio tanto anseia: produzir toda forma de pecado, mas sem qualquer consequência. Desde então, não há um único desejo do coração humano, nem mesmo no de um cristão fiel ao Senhor, que não esteja manchado com algo pecaminoso. O apóstolo Paulo alude a tal situação no primeiro capítulo de sua Carta aos Romanos, revelando que Deus abandonou o homem às disposições mais reprováveis do coração, porque os seres humanos simplesmente preferiram o caminho da suposta autonomia. Isso é tão real que tais inclinações deploráveis são vistas como normais hoje pela sociedade, sendo não apenas toleradas, mas até mesmo incentivadas. Podemos dizer que, embora caído, há graus de distanciamento de um pecador quanto ao Senhor. Há aqueles que não conhecem a Cristo verdadeiramente, mas são apegados a alguns padrões de ética e moral, mostrando um comportamento razoavelmente decente. No entanto, visivelmente, a sociedade se afasta mais e mais do seu Criador, o que necessariamente a leva às piores práticas e vícios, não apenas os tolerando, mas os legitimando. Não há situação pior para alguém do que ver seu pecado chancelado pela sociedade. Assim, incentiva-se os maiores erros e torpezas, a enganosa felicidade de alguém que destrói a si mesmo. Devemos entender também que há muitos que supõem estar perto de Deus, porém, na verdade, estão simplesmente acomodados ao distanciamento. Acostumaram-se a se relacionar com o Senhor à distância, medida que julgam segura para a sua vida de descompromisso com ele. Esses são os que se perdem nas atrações do mundo, que se justificam a si mesmos por meio de explicações falazes, que até reconhecem o próprio comportamento como, no mínimo, indevido, mas adiam sempre a decisão de mudar de vida. São enganados por um falso senso de permanência, como se tivessem o poder de viver todos os dias e o dia todo. Não querem enxergar as ondulações do mar, nem as do próprio rosto. Vivem como se a presente vida fosse eterna. Ouçamos a exortação do profeta! Busquemos o Senhor enquanto há tempo, pois chegará o momento que essa oportunidade será retirada de nós. Não se trata de um chamado para uma escravidão terrível, a não ser que se entenda que ser servo da bondade, da graça, da justiça e da misericórdia de Deus, seja algo pesado. O Senhor nos chama para um relacionamento pessoal e profundo com ele, algo que não pode ser comparado nem mesmo às maiores alegrias dessa terra, experiência única e transformadora, causadora de vida eterna. Tenha um excelente dia na presença de Deus (Rev. Jair de Almeida Junior).

Comentários (0)

Rádio IPBPLAY

Música Interprete