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Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória

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Publicado em 12 de novembro de 2020 às 15:21

Em quem votar? | Js 24.5

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“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24.5). As eleições municipais estão chegando em época quando possivelmente nunca esteve a política brasileira tão desacreditada. A política foi para além de sua competência administrativa e se tornou ideológica, transformadora. Muitos que ascendem aos cargos públicos têm como objetivo maior introjetar seus próprios conceitos, fazendo com que todos tenham que aceitar práticas e conceitos que jamais foram cogitados como normais. Na verdade, acabou o “normal”. Não mais existe! Apenas a licença para se fazer e defender mesmo as práticas mais abomináveis. Com que direito o ser humano se arroga para mudar o mundo? Para se estabelecer como regra e padrão para todas as coisas, a ponto de criar, até mesmo, categorias que vão além da própria “realidadx”? Transformaram o mundo em que nasci e simplesmente me obrigam a ter que aceitar todas as aberrações que foram introduzidas, geralmente contradizendo conceitos que estão alinhados com a ética e a moral das Escrituras. Como cristão, jamais aceitarei! A pandemia criada pelos homens tem sido administrada para causar um recomeço para a humanidade. Já há vídeos de grandes líderes mundiais falando do “Grande Reset”. “Resetar” já é palavra adotada no português, vinda do mundo da computação, que significa “zerar” tudo e recomeçar. É como se o mundo tivesse passado por um grande cataclisma, como o dilúvio, oportunizando à humanidade um recomeço. Fala-se disso não apenas em relação a questões econômicas e sociais, mas também ideológicas. É perceptível, especialmente nas mídias o quanto o feminismo, a homossexualidade e matrizes culturais que não estão ligadas as cristianismo, estão cada vez mais enfatizadas nos comerciais em época de pandemia. Até mesmo as empresas se tornaram ideológicas, se posicionando sempre ao lado da perversão e de tudo o que contraria a família, conforme percebida e ordenada nas Escrituras. O ser humano se tornou uma praga, ser demoníaco, que transtorna sua própria existência. Lança bases de conhecimento que são destrutivas, verdadeiramente demoníacas. Tiago, meio-irmão de Jesus, afirma que o homem natural se identifica com o diabo na compreensão das coisas: “Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca” (Tg 3.15). Longe de Deus, perdeu não apenas o seu referencial, mas o referente para toda existência. Colocando-se no lugar do Criador, tem o mal como fonte de pensamentos e atitudes. É assim que constrói suas ideologias. Portanto, estejamos muito atentos! O voto tem um papel importante, que vai além, até mesmo, da escolha. Não vejo como cristão a obrigatoriedade de ter que escolher necessariamente entre os candidatos propostos, como se fosse pecado, por exemplo, anular o seu voto. Imaginemos que o antigo Israel fosse uma democracia e em sua eleição tivesse os seguintes candidatos para serem votados: a) Acaz b) Manassés, e para atender à agenda feminista, c) Jezabel. Se fossem esses os candidatos, você votaria em quem? Se a opção é satanás, o diabo ou belzebu, você é obrigado a votar em quem? No texto epigrafado, uma vez que a Terra Prometida já estava virtualmente conquistada, Josué propõe a renovação da aliança. De que lado eles ficariam? Dos deuses da terra que eles tinham conquistado ou aqueles de onde veio Abraão? Contudo, a escolha de Josué e os seus seria sempre o Senhor. Acredito ser absurda e antibíblica a obrigatoriedade de ter que escolher entre candidatos que não expressam em nada o que dizem as Escrituras, única regra de fé e prática de um crente verdadeiro. Não é ilegal anular seu voto e não é pecaminoso, em nenhuma medida. Por isso, disse anteriormente que o voto tem poder que vai além da escolha. Ele também é protesto! O cidadão tem o direito de externar sua indignação, de deixar claro que não aceita mais a classe política e a máquina corrupta que se tornou o governo. O Brasil não tem uma estrutura de governo com episódios de corrupção, mas uma estrutura de corrupção, disfarçada com alguns atos de governo. Contudo, não é o meu objetivo estimular a todo cristão anular seu voto, mas a considerar se há candidato que reflita suficientemente o que dizem as Escrituras, a quem você possa confiar seu voto. Se há, vote nele! No meu caso, se não encontrar tal candidato, uma vez que não me é mais permitido lançar sortes para determinar meu voto, então, o anularei. Não participarei da tragédia que se tornou o governo brasileiro em todas as suas instâncias. Continuarei orando para que o Senhor intervenha e faça a sua vontade. Tenha um excelente dia na presença de Deus (Rev. Jair de Almeida Junior).

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