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Igreja Presbiteriana do Jardim da Glória

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Publicado em 27 de agosto de 2020 às 14:35

Criados para compartilhar a glória de Deus | Sl 87:1-3

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“Fundada por ele sobre os montes santos, o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó. Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!” (Sl 87.1-3). O povo de Deus é destinado à glória! Desde a criação, o Senhor elegeu o ser humano como aquele com que partilharia sua glória. No ato criador, isso já fica claro e patente, quando o Criador propositalmente deixa para criar o homem apenas no último dia de sua obra, pois estava destinado a usufruir do mundo que criou para a glória divina. Outra evidência disso, é que o ser humano foi criado à sua imagem e semelhança, ou seja, foi planejado para manifestar em si a glória do próprio Deus. O Senhor reflete sua glória em tudo o que criou, mas de forma especial no homem, em quem não está apenas sua assinatura, mas a sua face. Todavia, as quedas, do diabo e do homem, foram tentativas malfadadas, quando criaturas pretenderam roubar a glória de Deus, atribuindo-a inteiramente a si mesmas. A partir do momento fatídico da desobediência, então a santidade foi estabelecida como tendo sua única origem e padrão Deus. Tudo aquilo que pertence ao Senhor é santo! Certamente, não estamos a nos referir à propriedade de Deus sobre tudo e todos, pois, nesse sentido, até o inferno e o próprio diabo pertencem ao Senhor. Como Criador de todas as coisas, é o dono de tudo. Além disso, nenhum ser pode existir por si mesmo. É Deus quem “empresta” existência a nós, ainda assim, uma que necessita ser mantida, muito diferente da divindade que simplesmente “é”, sem desgaste ou necessidade de alimento e manutenção. Apesar de ser dono de tudo, o Senhor separou algumas coisas do mundo caído para ser-lhe propriedade pessoal, para significar seu caráter e propósito. É assim que somos povo que pertence exclusivamente a Deus, como salvos e redimidos em Jesus Cristo. Fomos santificados, isto é, separados do mundo, de seus conceitos e práticas, para vivermos unicamente para o Senhor. Jerusalém no Antigo Testamento é uma figura disso. Aquela que está fundada sobre os montes Sião e Moriá (o Templo) era a capital do reino davídico. O que destacava aquela cidade como epicentro da bênção de Deus sobre o povo escolhido não era o Templo, mas a teocracia. Em outras palavras, embora fosse o centro religioso de Israel, o único lugar autorizado e ordenado pelo Senhor para que os sacrifícios fossem realizados, local que tipificava sua habitação com o povo, sabemos que o Templo era uma realidade passageira. O autor aos Hebreus afirma que toda a religião veterotestamentária era apenas “sombra” do que havia de vir, da plenitude, do Filho revelado no Novo Testamento. Não é por acaso que o Templo foi destruído. A significação disso é que aquela religião ordenada no Antigo Testamento, cheia de símbolos e ritos, deveria ser descontinuada, uma vez que a plena adoração inaugurada na morte/ressurreição/ascensão de Cristo e o envio do Espírito fosse inaugurada. Destarte, é a teocracia, ou seja, o trono de Davi que foi estabelecido em Jerusalém, aquilo que jamais passa. A promessa feita a Davi que não lhe faltaria sucessor que se assentasse no trono é cumprida cabal e definitivamente em Cristo. Ele é aquele que ocupa de uma vez por todas o trono da humanidade eleita e redimida, aliada e filha de Deus. A significação de Jerusalém como cidade especial, mais amada por Deus do que as demais cidades dos filhos de Jacó, está exatamente nisso. Ela evocava, no Antigo Testamento, a realidade definitiva que viria com Jesus Cristo, quando o rei estaria em Jerusalém para dar a vitória final ao seu povo, mostrando amor eterno e incondicional. A glória perdida na queda pelo homem será devolvida aos eleitos em medida ainda maior! Assim como a antiga Cidade de Deus, Cidade de Davi, que coisas gloriosas e grandiosas eram ditas sobre ela, também o será quanto à igreja, isto é, a respeito de cada um de nós como indivíduos e como coletividade cristã. A nosso respeito também devem ser proclamadas suas ditosas bem-aventurança, santidade e glória. Os “outros povos”, ou seja, os não crentes, devem ouvir das grandezas de Deus em nossa vida. A glória de Deus sobre nós testemunha o poder do Senhor e a bênção para todos aqueles que o obedecem e servem. Por isso, melhor do que ouvir que excelente desempenho acadêmico você teve, ou, que maravilhoso profissional você é, digno da mais cobiçada promoção, é ser conhecido como filho de Deus, alguém que se relaciona com o Senhor profunda e intimamente. A igreja de Deus e cada crente devem ser reconhecidos por sua espiritualidade, seu apego a Cristo, muito mais do que qualquer habilidade relativa às coisas desta terra. Assim sendo, a face de Deus será visível claramente no rosto de seus filhos. Não há bênção maior do que essa. Não há glória maior do que essa! Tenha um excelente dia na presença do Senhor (Rev. Jair de Almeida Junior).

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